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Identifique os sinais de autismo mais comuns antes de fazer o diagnóstico

Por ter uma alta prevalência na população, o transtorno do espectro autista (TEA) é um quadro bastante relevante e, por isso, identificar os sinais de autismo também é importante. Estima-se que cerca de 1% da população vive com TEA — mas estudos mais recentes mostram que essa prevalência pode ser ainda maior. Dados americanos de 2023, por exemplo, concluíram que, nos Estados Unidos, uma em cada 36 crianças tem TEA.

Sabendo da importância de desmistificar o assunto é que elaboramos este texto. Falaremos sobre como é caracterizado o TEA e vamos descrever cinco sinais que podem auxiliar na identificação do quadro.

Boa leitura!

Importância da conscientização sobre o Transtorno do Espectro Autista

Antes de mais nada, promover a conscientização sobre o transtorno do espectro autista (TEA) é essencial para disseminar mais informações sobre o quadro, promovendo mais respeito e oportunidades para aqueles que vivem com a condição, além de estimular a avaliação diagnóstica. Porém, existem outras razões que justificam essa conscientização. Veja a seguir algumas delas.

Aceitação e inclusão

Ao aumentar a conscientização sobre o quadro, as pessoas tendem a ser mais compreensivas e inclusivas em relação às causas em defesa das pessoas com TEA. Isso é muito importante para reduzir o estigma que ainda é muito frequente em relação aos transtornos do neurodesenvolvimento.

Acesso a serviços e apoio

Com a conscientização, há maior possibilidade de direcionar os recursos e melhorar o acesso das pessoas com TEA aos serviços disponíveis. Isso inclui, também, as suas famílias. Propostas de inclusão devem ser centradas em programas educacionais, acesso a terapias e apoio emocional, por exemplo.

Identificação e intervenção precoces

O processo de conscientização também estimula a busca de suporte profissional especializado para identificar os sinais do TEA. Com isso, é possível proporcionar diagnóstico e intervenção precoces para essas pessoas. Quanto mais cedo o TEA for diagnosticado, mais eficazes podem ser as intervenções terapêuticas.

Promoção da diversidade

A maior conscientização sobre o TEA também contribui para uma compreensão mais ampla da importância de aceitar a diversidade.

Cada pessoa diagnosticada com TEA é única e tem suas próprias habilidades e limitações. Nesse contexto, o ideal é estimular posturas e condutas que reconheçam e valorizem as diferenças. Sob essa perspectiva, as pessoas que vivem com TEA podem ser incluídas na sociedade, de forma mais tranquila e saudável.

O que é o transtorno do espectro autista?

Considerado um transtorno do neurodesenvolvimento, o TEA se inicia muito precocemente na infância. Tanto que a maioria dos casos pode ser diagnosticada até em torno dos três anos de idade.

Causado por uma combinação de fatores genéticos e ambientais, o TEA tem como característica o comprometimento, em graus variados, na interação social, na comunicação e na linguagem. Somado a isso, as pessoas com TEA têm o interesse e atividades relacionados a uma gama restrita de assuntos, que tendem a ser realizados de modo repetitivo.

O TEA também pode estar relacionado a movimentos estereotipados, a maior sensibilidade sensorial e a outras comorbidades

Os cinco sinais do autismo

O TEA apresenta características que podem ser identificadas na maioria das pessoas que têm o quadro. Vale lembrar que o TEA, por ser um transtorno do neurodesenvolvimento, se inicia ainda nos primeiros meses de vida, mesmo que o diagnóstico seja tardio.

Conheça alguns dos sinais mais comuns que caracterizam o TEA. Veja abaixo quais são.

1. Dificuldades na comunicação verbal e não verbal

Algumas pessoas com TEA podem ter atraso no desenvolvimento da fala. Outras, porém, podem desenvolver adequadamente a fala, mas apresentar dificuldade em entender figuras de linguagem, ironia, mímica e sarcasmo.

2. Dificuldades na comunicação social

Pessoas diagnosticadas com TEA podem apresentar dificuldade para entender as emoções dos outros e para sustentar o contato visual. 

3. Padrões repetitivos de comportamento

Pessoas com TEA têm interesses restritos, individualizados e, às vezes, mantêm o foco em algo muito peculiar. Além disso, pode haver comportamentos repetitivos e movimentos estereotipados, tais como balançar o corpo, bater as mãos ou estalar os dedos.

4. Sensibilidades sensoriais mais aguçadas

Em geral, as pessoas com TEA têm características relacionadas à sensibilidade sensorial. Assim, podem se incomodar com barulhos excessivos, apresentar hipersensibilidade ao toque, à luz, ao cheiro ou a texturas e sabores. Essas sensibilidades podem afetar, de forma significativa, o padrão alimentar, o conforto e o bem-estar desse grupo.

5. Dificuldades na adaptação à mudança

Em geral, as pessoas com TEA preferem rotinas bem estabelecidas, que proporcionam previsibilidade a elas. Ou seja, eles têm dificuldade em lidar com mudanças, principalmente inesperadas. Por isso, quando expostos a situações novas ou desconhecidas, podem apresentar ansiedade e desconforto.

Existe exame que detecta o autismo?

O diagnóstico do TEA é clínico e deve ser feito por equipe médica especializada. Por isso, não existem testes específicos para detectar o autismo, embora determinados exames podem ser indicados para auxiliar a descartar outras condições que podem afetar o neurodesenvolvimento.

Ademais, atualmente, com os avanços da genética, alterações genéticas específicas podem ser pesquisadas em alguns casos. Além disso, vale ressaltar que pessoas com TEA apresentam os mesmos problemas de saúde que afetam a população geral e, portanto, devem receber seguimento adequado em relação às condições de saúde

Quais são as diferenças entre autismo infantil e adulto?

Em muitos casos, sobretudo nos quadros com menor gravidade e nível maior de funcionalidade, pode haver um atraso importante do diagnóstico que pode ser feito apenas na idade adulta.

Com o aumento da prevalência e da conscientização sobre o quadro, o TEA na população adulta vem ganhando cada vez mais importância. Tanto que a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) iniciou, em setembro de 2023, uma pesquisa on-line para saber o número de adultos com TEA no Brasil e como estão essas pessoas, o que pode auxiliar na melhor compreensão das necessidades e desafios dessas pessoas na idade adulta.

O transtorno do espectro autista tem tratamento?

Sim, quanto mais precoce a intervenção adequada, maior impacto têm no desenvolvimento da pessoa diagnosticada com TEA.

Vale ressaltar que o tratamento de uma criança ou adulto com TEA deve ser individualizado, de acordo com as características específicas de cada pessoa, e multidisciplinar. Também é importante envolver a família, a escola e a equipe de trabalho.

Faça seus exames no Laboratório Hermes Pardini

Como você notou, as pessoas com TEA também precisam de consultas regulares com especialistas, assim como exames de rotina ou direcionados a algum quadro específico.

Na medida que identificar sinais de autismo, conte com o Laboratório Hermes Pardini e com o seu atendimento especializado e humanizado, para manter os seus exames em dia. Afinal de contas, eles são importantes para o bem-estar e a qualidade de vida de quem tem TEA. Somado a isso, converse sempre com seu médico para fazer o acompanhamento da sua saúde, combinado?

Até a próxima!